Estenose assintomática da artéria carótida
18/11/2025

Aneurisma de aorta abdominal

O aneurisma de aorta é uma dilatação anormal e irreversível da parede da principal artéria do corpo, a aorta, que pode ocorrer na sua porção torácica ou abdominal. Essa dilatação representa um enfraquecimento da parede arterial, com risco progressivo de crescimento e, em casos graves, de ruptura, o que pode levar a complicações fatais.

Tipos de aneurisma de aorta

  • Aneurisma de aorta torácica: localizado na parte da aorta que passa pelo tórax, pode causar sintomas por compressão de estruturas vizinhas.
  • Aneurisma de aorta abdominal: mais comum, frequentemente assintomático até atingir tamanho crítico.

Sintomas

Na maioria dos casos, o aneurisma é assintomático e detectado incidentalmente em exames de imagem. Quando sintomático, pode causar:

  • Dor persistente, geralmente abdominal ou torácica, podendo irradiar para as costas
  • Sensação de massa pulsátil no abdômen
  • Sintomas compressivos como dificuldade para engolir, rouquidão ou tosse no aneurisma torácico
  • Dor súbita e intensa no abdômen, dor nas costas, sudorese, queda de pressão e perda de consciência indicam provável ruptura, que é emergência médica

Indicações para tratamento

O tratamento do aneurisma de aorta visa prevenir a ruptura e depende do tamanho, localização, ritmo de crescimento e condições clínicas do paciente.

  • Monitoramento clínico e de imagem: para aneurismas pequenos e assintomáticos (geralmente <5,0 cm para aorta abdominal e <5,5 cm para aorta torácica).
  • Tratamento cirúrgico aberto: indicado para aneurismas maiores que 5,5 cm na aorta abdominal, ou maiores que 5,5-6 cm na aorta torácica, ou crescimento rápido (>0,5 cm em 6 meses), independentemente dos sintomas. Também quando o aneurisma for sintomático ou houver complicações.
  • Reparo endovascular (EVAR/TEVAR): técnica menos invasiva, que utiliza próteses via cateter para excluir o fluxo pelo aneurisma, diminuindo a tensão na parede da aorta, indicada para casos selecionados com anatomia favorável e para pacientes com maior risco cirúrgico.

Critérios importantes para intervenção

  • Diâmetro do aneurisma: principal fator para indicação de reparo; risco de ruptura aumenta exponencialmente acima dos tamanhos limites.
  • Velocidade de crescimento: crescimento rápido é sinal de instabilidade e indica necessidade de tratamento.
  • Sintomas associados: presença de dor relacionada ao aneurisma exige intervenção urgente.
  • Condições clínicas do paciente, incluindo idade, comorbidades e avaliação do risco cirúrgico.

Protocolos de monitoramento

O monitoramento do aneurisma de aorta é essencial para prevenir complicações graves, principalmente a ruptura, que tem alta mortalidade. A definição da periodicidade e do método do acompanhamento depende do tamanho inicial do aneurisma e da sua evolução ao longo do tempo.

  • Aneurismas < 3 cm: Geralmente são considerados ectasias e não necessitam de acompanhamento específico.
  • Aneurismas entre 3 cm e menos de 4,5 cm: Realizar ultrassonografia abdominal anual, pois o crescimento tende a ser lento.
  • Aneurismas entre 4,5 cm e 5,4 cm: Acompanhamento mais frequente, com ultrassonografia a cada 3 a 6 meses, para detectar alterações rápidas no diâmetro.
  • Aneurismas ≥ 5,5 cm: Indicação clara para tratamento cirúrgico, porém se o paciente não for candidato imediato à cirurgia, o acompanhamento deve ser rigoroso com exames a cada 3 meses, dependendo do caso.

Métodos de imagem

  • Ultrassonografia com Doppler: Exame de escolha para triagem e acompanhamento de aneurismas abdominais, pela ausência de radiação, baixo custo e alta precisão para medir o diâmetro aórtico.
  • Tomografia Computadorizada (TC) com contraste: Utilizada para avaliação anatômica precisa, especialmente pré-operatória ou quando ultrassom é inconclusivo, ou para aneurismas torácicos.
  • Ressonância Magnética (RM): Alternativa para avaliação detalhada, especialmente em casos com contraindicações a contraste iodado ou repetidos exames.

Objetivos do tratamento

  • Prevenir a ruptura do aneurisma, que tem mortalidade muito alta
  • Evitar sintomas e complicações relacionadas ao aumento da dilatação ou compressão de estruturas vizinhas
  • Melhorar a qualidade e expectativa de vida do paciente

Controlar fatores de risco cardiovasculares, como hipertensão arterial, tabagismo e dislipidemia, é essencial para retardar a progressão da doença. O seguimento periódico com exames de imagem (ultrassonografia com doppler, tomografia ou ressonância) é indispensável para monitorar o aneurisma e ajustar a conduta.

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Dr. Akash Prakasan

CRM 95378 | RQE 42785 

Com mais de 20 anos de experiência no Instituto Dante Pazzanese de Cardiologia e uma trajetória pautada pela excelência técnica e humana, o Dr. Akash é referência nacional em cirurgia vascular e endovascular.

Responsável por equipes atuantes nos principais hospitais de São Paulo, ele lidera o Instituto Unique, onde ciência, empatia e inovação se encontram para oferecer tratamentos eficazes e personalizados.

Sua atuação também se estende à docência e à diretoria executiva da Sociedade Brasileira de Angiologia e Cirurgia Vascular, unindo prática clínica e contribuição científica para transformar o cuidado com os pacientes.